MANITU - A INSPIRAÇÃO VITAL DOS VIAJANTES ESPIRITUAIS - III


Manitu - Sete Luzes

(Olhando como o Xamã Olha...) Do alto da montanha, eu vejo a chuva caindo... E me admiro com o cheiro da terra molhada. Eu vejo a ação do Grande Espírito nisso. A vida fluindo nas gotinhas de chuva... Como uma canção da natureza sobre o solo. Eu olho como o xamã olha, com Amor e respeito. E me admiro mais ainda... Pois eu capto o sussurro dos espíritos. Eles me dizem que a vida é sagrada. E que Manitu** é o Grande Xamã de tudo! Enquanto a chuva cai, eu medito nisso. E penso no Invisível Imanente que Gera a Vida. Olho os raios cortando a atmosfera e penso na energia. Escuto o ribombar dos trovões e penso no poder disso. Qual é o tamanho do homem diante do infinito? Quantas coisas desconhecemos, até de nós mesmos... A vida é sagrada e eu respeito o seu mistério. Assim como o xamã respeita o Grande Espírito em tudo. Eu não sei de grandes iniciações, só sei admirar-me com o cheiro de chuva. Só sei do Amor que sinto e da espiritualidade que me guia. Diante do infinito, o que eu sei é tão pouco... Por enquanto, o mistério da imensidão da vida está fora do meu alcance. Mas, já me basta o que sinto em meu coração. Não preciso ser mestre para ser feliz! Só preciso admirar-me com a natureza. E, assim, crescer, no tempo que Manitu determinar... Não conheço os arcanos maiores de coisa alguma! Mas estou desvelando os meus pequenos enigmas. E, assim, eu vou me conhecendo... Ah, é aqui, no alto da montanha, que eu sonho. É aqui que eu me admiro, sempre. E eu só quero isso: ver a chuva caindo... Para me admirar mais ainda. Pois eu sei que o Grande Espírito está em tudo! P.S.: Os espíritos vieram com o vento úmido de chuva... E me sussurraram algo. Em meu coração, eu captei o sopro vital. Então, transformei tudo isso em letrinhas... Que são esses escritos de hoje. E, assim, fiquei mais admirado ainda. (A chuva continua caindo e eu sou só admiração). Grande Espírito, valeu! - Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.

** Manitu - designação que os índios algonquinos, dos E.U.A., dão a uma força mágica não personificada, mas inerente a todas as coisas, pessoas, fenômenos naturais e atividades. Ou seja, o Grande Espírito.

Fonte: http://www.ippb.org.br/textos/1516-manitu-a-inspiracao-vital-dos-viajantes-espirituais-iii

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