Qual a origem dos mistérios? Por que surgiram?


Qual a origem dos mistérios? Por que surgiram?

Houve uma época na evolução do orbe terrícola em que não havia necessidade de simbolismo e de iniciações secretas. Quando, na Atlântida, imperavam o amor e os interesses altruísticos, o conhecimento da Aumbandhã, com sua pureza, era corriqueiro, acessível a todos, pela inocência daquelas primeiras almas.

Entretanto, parte da população exorbitou no uso da magia para interesses egoísticos e particularistas. Os mestres, magos brancos, verificaram o perigo em que incorreriam se permitissem o crescimento desordenado e ambicioso do uso daqueles conhecimentos milenares, chaves capazes de abrir as portas de todas as forças ocultas. Adotaram, então, medidas restritivas no intuito de coibir o avanço desordenado da magia negra, pois já anteviam, todos, os males que ocasionaria à comunidade.

A partir daí, interiorizou-se nos templos o uso da magia, adotaram-se alegorias e simbolismos com o objetivo de restringir-se o acesso aos conhecimentos e dificultar sua interpretação. Separou-se a arte milenar Aumbandhã dos considerados profanos e despreparados moralmente para a convivência harmoniosa com as leis de causalidade que regem o Cosmo.

Não imaginavam os atlantes que era tarde, e que persistiria a utilização da magia para fins individualistas. Assim, os Maiorais do planejamento do orbe previram a depuração dessa civilização, através dos cataclismos, pelo seu afundamento gradual e pelas levas migratórias salvadoras; decorrências de um grande embate no Astral entre as forças do bem e do mal.

Desse momento em diante, essa ciência e esses conhecimentos foram desfigurados, gerando várias interpretações, originando muitos credos e religiões que se formaram em todo o orbe. A simbologia primária, singela e pura, chave simples que abria todos os mistérios ocultos, perdeu-se, originando essas diversas idolatrias. Em todo esse movimento, sempre estiveram presentes os interesses mundanos, de domínio e poder dos mandatários e dos religiosos.

O sentimento de fé, atrelado às religiões, foi ferramenta de interesses escusos e materialistas em toda a História da humanidade. O poder, a ilusão da carne, pautaram a conduta dos homens e, em todas as religiões, da Atlântida, do Egito, da Grécia, da Índia, da China, citando as principais comunidades terrícolas da Antiguidade, estabeleceram-se castas de privilegiados, que utilizaram-se de suas posições de liderança religiosa para locupletarem-se no gozo d~ vida e nos arroubos propiciados pelas sensações do corpo físico.

O homem, como veículo da evolução, lei inexorável da vida, não deve causar o mal. A Lei de Causa e Efeito é maestro de ouvido delicado. Localiza, imediatamente, os sons desarmônicos da orquestra, ajustando os aparelhos musicais desafinados e equilibrando-os. A regência é disciplinadora do progresso espiritual de todos os seres no Cosmo.

Estais inseridos numa grande orquestra cósmica, regida pela batuta do Criador. Vosso orbe é como se fosse uma pré-escola, que prepara os músicos neófitos para dedilhar os primeiros acordes, nas suas apresentações iniciais. Existem orbes que são como uma grande universidade, em que os músicos são talentos os professores da música universal, da fraternidade e da solidariedade. O orbe terrícola está inserido na faixa vibratória mais lenta e densa do Cosmo.


O corpo físico, à semelhança da terra, do ar, do fogo e da água, é elemento primário na sinfonia cósmica. Essas formas energéticas, elementais da natureza, estão contidas em vós; não como compreendeis na linearidade de vosso raciocínio. Elas são semelhantes às energias do corpo físico e do corpo etérico. Não existe acaso nas relações com a natureza que vos cerca, e.as afinidades se fazem presentes nos campos energéticos.


Observai que a água é fundamental à existência, os alimentos que nutrem a organização fisiológica vêm da terra, o ar que respirais é vital como combustível, e não conseguireis ficar mais do que alguns minutos sem respirar e, em relação ao fogo, ao Sol, imaginai se vosso orbe estacionasse no movimento rotatório; haveria o caos.

Esses elementos correspondentes ao vosso campo vibracional não se encontram em todos os orbes..Os mais adiantados que a Terra, aparentemente áridos e sem vida aos vossos olhos, têm comunidades e civilizações mais evoluídas. Não as enxergais por se encontrarem em faixas vibracionais diferentes, com outros elementos, como se fosse em outra dimensão. Os habitantes dessas paragens, não tendo mais necessidade das formas energéticas densas, habitam as cidades em corpo astral, pois não precisam mais utilizar-se do invólucro carnal e do corpo etérico.

A sabedoria do Criador ainda vos é de difícil entendimento. Haveria sentido, todos esses planetas sem vida? Ou achais que estão à vossa disposição, que foram criados para serem explorados em suas riquezas minerais por vossas naves espaciais? A vida estua em todo o Cosmo e o Pai, a Divina Sabedoria, cria, ininterruptamente, sendo o seu amor infinito para com suas criações.

Os homens se iludem com as naves espaciais e as viagens interplanetárias. O tempo e o espaço não são lineares, e partem de uma premissa inadequada para as incursões no Cosmo. As viagens astrais, que alguns já fazem no presente, serão comuns no futuro, quando os homens tiverem interesses altruísticos e a física terrena desvendar os mistérios dos sete corpos mediadores do espírito e dos campos vibracionais correspondentes interpenetrados. Retomando às formas energéticas da natureza podemos dizer que, outrora, elas eram utilizadas em rituais de magia branca, quando os mestres reuniam-se em grupos de quatro para avaliar os aprendizes, baseados na simbologia dualista dos quatro elementos: terra, ar, fogo e água.

Sentavam-se juntos em volta de uma mesa de pedra e, através da frequência vibratória e energética do analisado, obtida através de um fio de cabelo ou de pedaço de unha do neófito (1), procediam a um ritual de magia branca com esses elementais.


(1) À semelhança da radiestesia, em que tais fragmentos, ótimos condutores eletromagnéticos, impregnados do éter físico do corpo e interpenetrados pela substância astral peculiares dos indivíduos, permitem a leitura das condições de saúde e do teor vibratório dos mesmos.

Essa mesa granítica era imantada às formas energéticas da natureza. Era desenhado na sua superfície um quadrado, subdividido em dezesseis quadrados menores. No alto do quadrado maior, estaria o elemento ar; na base, o elemento terra; no lado esquerdo, o elemento fogo e do lado direita, o elemento água. Colocavam quatro pequenas pedras sobre a mesa, imantadas à freqüência vibratória do analisado, obtida pelo fio de cabelo ou da unha (1).


Invocavam, mentalmente, os elementais da natureza e, por um mecanismo de afinidade com a imantação da mesa, essas pedras movimentavam-se, parando em quatro quadrados menores, dos dezesseis. Com a posição obtida por cada pedra, os mestres elaboravam o mapa da psique do aprendiz (2), analisando-o e confrontando-o com as suas avaliações individuais, decidindo se ele tinha condições de galgar outros graus de ensinamentos. (2)


Hoje, denominamos "mapa da psique do indivíduo", o mapa astrológico natal, que determina a proporção dos quatro elementos, através dos planetas, signos e casas, refletindo a estrutura da personalidade. Os padrões de reação, tendências comportamentais e distúrbios psíquicos e físicos são claramente expressos pela falta, excesso ou equilíbrio dos quatro elementos. É o retorno do conhecimento ancestral, através da Astrologia Psicológica e da Astrologia Médica. Vide, a propósito, o clássico "Astrologia, Psicologia e os Quatro Elementos", de Stephen Arroyo; Editora Pensamento.

O aprendiz, candidato aos conhecimentos ocultos, não poderia estar centrado em um único elemento. Teria que haver o equilíbrio entre dois, no mínimo. O fogo simbolizava a decisão, a autoconfiança, o entusiasmo e a paixão. Quando esse elemento predomina, o homem se consome nas próprias atividades, é por demais ativo e irrequieto, impulsivo, e os seus desejos insaciáveis o tornam insensível. A água é a sensibilidade, a intuição. Sua ênfase leva ao descontrole emocional, à intuição penetrante e às reações exageradas a qualquer estímulo, acentuados pelo excesso de sensibilidade. O pragmático, "pé no chão", preocupado com as questões materiais, excessivamente ligado ao trabalho, lógico e com dificuldade nos relacionamentos que exigem emoções, está ligado ao elemento terra. O ar significa a mente ativa, contemplativa, algo distraída. Sua predominância leva ao desprezo do corpo físico e às suas necessidade fisiológicas, vida ativa no mundo do imaginário e indiferença às questões materiais. Não nos adentraremos numa dissertação mais aprofundada em relação à psique humana e à simbologia dos quatro elementos.

Essas avaliações eram contumazes e importantes para o autoconhecimento. Baseadas nos elementos da natureza e pela sua similaridade energética com os corpos físico e etérico, conseguiu-se um método eficaz de estudo e de burilamento interno. O homem hodierno, tão ligado nas coisas exteriores, esquece-se da natureza que o cerca e deixa-se engolir pelo excesso de imagens, estímulos e apelos consumistas. A mediunidade, como ferramenta de intercâmbio entre os planos energéticos que vos cercam, não prescinde de o médium conhecer-se e reformar-se, sob pena de desequilibrar-se. Estudai os quatro elementos e verificai a atualidade desses conhecimentos.

Sem compreender vossa constituição particular, dificulta-se a vida com equilíbrio e, muitas vezes, vossa saúde enfraquece e sobrevém a doença. Infelizmente a medicina terrícola ainda costuma dar mais atenção às doenças do que aos doentes.

O homem apresenta sete corpos mediadores, dentre os quais os quatro elementos fundamentais da natureza se expressam em apenas dois: o corpo físico e o etérico, repercutindo nos subsequentes, e podem ser definidos como mecanismos básicos que governam vosso fluxo energético aos demais corpos mediadores.

O elemento ar está representado pelas cavidades porosas e pelas trocas gasosas ocorridas. Os elementos fogo e água manifestam-se no organismo através da digestão e nos processos metabólicos de transmutação energética como um todo, já que a água corporal é a mais presente. A terra está nos alimentos ingeridos, cujas substâncias, sempre presentes no corpo, são continuamente renovadas e têm sua quantidade, qualidade e funções definidas.

Quando normais, desempenham as diferentes funções do corpo e o mantém. Porém, têm a tendência de tornarem-se anormais, passando por aumentos ou diminuições de sua quantidade, qualidades e funções. Neste caso, contaminam os tecidos e contribuem para o surgimento de doenças. Todas as formas energéticas dos quatro elementos estão presentes no ser humano, em cada célula do corpo, desde o momento da concepção.

Uma vida adequada, de harmonia com o meio que vos cerca, e uma alimentação natural, à base de grãos e vegetais, já seria um primeiro passo para o equilíbrio perene. Ao contrário, por causa dos embates físicos, mentais e emocionais, aliados a um padrão comportamental destrutivo, e a uma dieta alimentar imprópria - energias deletérias são ingeridas, como por exemplo a carne vermelha e os alcoólicos - a maioria dos cidadãos terrícolas encontra-se desajustada, desafinada nas polaridades energéticas do positivo com o negativo, ou despolarizada, com depressão, ansiedade, dores e doenças diversas.

Vosso campo de energia já é um fato científico. Nas casas espíritas, através do magnetismo, trabalhamos as polaridades, terapia energética reguladora dos chacras e da aura, fundamentais para a vida e para a desobstrução do fluxo das correntes energéticas - do fogo, da água, da terra e do ar.

O campo energético do médium magnetizador é ativado e, aliado aos fluidos ectoplásmicos e às essências fitoterápicas astrais, eterizadas, curamos e restabelecemos o equilíbrio do corpo físico. O médium tem que estar harmônico, tendo uma conduta saudável e equilibrada. Os assistidos experimentam uma melhora imediata, mas, muitas vezes, não duradoura. Se faz necessário o esclarecimento quanto a essas energias, sua relação com a natureza e o modo de vida que os cidadãos terrícolas devem adotar para o equilíbrio tornar-se habitual. Aqueles que se utilizam da palavra, que orientam fraternalmente, têm o dever de conhecer esses princípios, tão importantes para a felicidade.

A união do homem com o Universo é indissolúvel nos sete planos vibracionais, sendo que em cada um se aplicam os elementos correspondentes da natureza. Nessa íntima união com o Criador, "eu estou em ti e tu estás em mim"; fé e ciência juntas, uma só expressão de harmonia no Cosmo, retratando a manifestação do mesmo ser, que é Deus.


Muita paz e muita luz!


DO LIVRO: "CHAMA CRÍSTICA" RAMATÍS/NORBERTO PEIXOTO - EDITORA DO CONHECIMENTO.

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